Existem coisas que só acontecem comigo. Algum dia irei fazer um estudo fenomenológico sobre isso. Um exemplo claro foi a penúltima vez que fui ao médico. Eu precisava fazer um check-up. Fui à uma clínica conhecida na pequena cidadezinha onde morava, lá os médicos são bem conhecidos, principalmente por que trabalham no posto de saúde. O médico em questão, conhece meu pai de nome e de vista.
Assim que entrei no consultório, ele olhou para a minha ficha que estava em suas mãos e olhou sério para mim. Deu um sorriso e me convidou a sentar.
Eu falei que estava sentindo algumas dores de cabeça estranhas, esquecimento, dores do corpo... Ele fez uma cara de "Ah, lembrei de você" e me perguntou pelos exames. Eu disse que não tinha nenhum exame e que tinha ido buscar requisições para fazê-los.
Então ele me perguntou se eu já tinha casado. Eu disse que não. Perguntou se
eu estava noiva. Disse que não. Então, para continuar o assunto, expliquei à ele a minha teoria do caos relacionada a casamentos. Então ele fez uma cara de desentendido e perguntou: "Você está namorando, não está?" Então, eu disse que sim, mas que não estava noiva. Ele disse que se eu estava namorando então
eu estava noiva. Deixei passar. Não valia a pena discutir.
A consulta foi decorrendo e ele foi me perguntando se eu fazia faculdade,
qual curso, se estava trabalhando... Respondi tudinho. Quem
me conhece, sabe que eu fiz Pedagogia, e não estava trabalhando. Ele fez uma cara estranha novamente e disse que seria melhor que eu procurasse uma orientação psicológica. Prescreveu uma vitamina e disse que tudo o que eu sentia era por conta do stress do dia-a-dia, que era normal. E que a melhor opção, era mesmo a procura de um psicólogo.
Quando montei na moto para voltar para casa, minhas pernas estavam tremendo. Tudo bem, alguns me chamam de maluca, mas geralmente é brincadeira. Sei que sou um tanto quanto... diferente das minhas amigas, mas nunca um médico (UM MÉDICO!!!) tinha me dito para procurar um psicólogo.
Cheguei em casa quase chorando e liguei para minha mãe. Depois que disse que o médico tinha sugerido a procura por um psicólogo veio a resposta: "Jô, o que você disse para ele?". Imaginei que ela iria dizer que eu falo demais, e que o médico deveria ter entendido tudo errado, como aconteceu em outras ocasiões, obviamente, com outras pessoas.
Resumindo, minha mãe chegou e contei tudo desde a minha entrada na clínica até eu ligar a moto para ir embora. Ela riu de chorar.
Duas semanas antes, minha irmã tinha tido uma dor de cabeça muito forte e minha mãe levou ela para o pronto socorro e o mesmo médico que me atendeu, tinha atendido ela. Perguntou se estudava e ela disse que faz Pedagogia (na verdade Normal Superior), que não estava trabalhando na área, disse que estava noiva. O médico me confundiu com a minha irmã e deve ter pensado que eu/ela estava ficando tan tan das idéias. Ela disse que estava com uma dor de cabeça forte, fez uns exames e ficou de entregar a ele. Quando cheguei lá, estava sem os exames e disse que estava esquecendo das coisas e estava com dores no corpo. Ainda eu (ou minha irmã) disse não estar mais noiva e diz que o casamento é uma instituição falida, sendo que há duas semanas, o sonho era se casar.
Imperdoável, minha irmã tem 1,67 cm e eu 1,79. Tem cabelo vermelho e na altura da orelha. Eu tenho cabelo cor de burro-quando-foge e é enorme.
Moral da história: Tem coisas que só acontecem comigo!!
(Eu não vou comprar a vitamina que ele me passou não, não mesmo!)
sábado, 3 de janeiro de 2009
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